Apresentação da quinta edição do Barómetro do Comércio Africano

22 de maio de 2026

Já está disponível a quinta edição do Barómetro do Comércio Africano, um estudo analítico desenvolvido pelo Banco para avaliar o ambiente de comércio em África, com especial enfoque nas pequenas e médias empresas (PME), uma importante ferramenta de análise que permite identificar oportunidades, desafios e tendências que influenciam os mercados africanos.

Esta edição, tal e qual as anteriores, abrange dez países africanos e resulta da combinação de dados recolhidos junto de empresas, entrevistas aprofundadas e informação proveniente de instituições internacionais e bancos centrais.

O estudo avalia diferentes dimensões ligadas ao comércio, incluindo acesso ao financiamento, disponibilidade de moeda estrangeira, eficiência aduaneira, infra-estruturas e ambiente regulatório, constituindo igualmente uma ferramenta relevante de apoio à decisão para governos, investidores e empresas.

Com a elaboração e publicação do Barómetro do Comércio Africano, pretendemos continuar a contribuir para a promoção do comércio intra-africano, a integração regional e o fortalecimento do conhecimento sobre os desafios e oportunidades do comércio no continente africano.

 

PRINCIPAIS RESULTADOS

1. Moçambique melhorou a sua posição no ranking geral do Barómetro do Comércio Africano, passando da terceira para a primeira posição entre os dez países analisados. A estabilidade do metical face ao dólar norte-americano contribuiu positivamente para o desempenho do País nos indicadores de abertura comercial e comércio externo.

2. Contudo, o País manteve-se na nona posição no índice baseado na percepção das empresas inquiridas, reflectindo desafios persistentes relacionados com acesso ao financiamento, disponibilidade de moeda estrangeira, burocracia e custos logísticos. Ainda assim, prevê-se uma recuperação gradual da actividade económica em Moçambique, com o crescimento do PIB a atingir 1,1% em 2026.

3. Os mercados africanos analisados continuam a apresentar condições macroeconómicas mistas, combinando crescimento económico com desafios persistentes, como inflação elevada, volatilidade cambial e impactos das alterações climáticas.

4. O comércio intra-africano continua a ganhar dinamismo, impulsionado pela crescente integração regional no âmbito da AfCFTA, pela adopção de soluções financeiras digitais e pela crescente orientação das empresas para os mercados africanos e asiáticos. Entretanto, persistem desafios estruturais ao comércio, sobretudo para as PME, incluindo limitações infra-estruturais e custos operacionais elevados.

 

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